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Saúde da pele15 de junho de 20265 min de leitura

Mamãe de primeira viagem: melanoma na gestação

Mamãe de primeira viagem: melanoma na gestação

A gestação traz uma onda de mudanças hormonais que afeta a pele inteira: manchas (melasma), pintas que escurecem, sinais que parecem "crescer" um pouco. A maior parte dessas alterações é benigna e esperada — mas é justamente por isso que o olhar profissional importa: só um exame dermatológico diferencia o que é comum na gravidez do que precisa de investigação.

Por que vale redobrar a atenção

O melanoma é o tipo de câncer de pele mais agressivo, e alguns estudos sugerem que, quando diagnosticado na gestação, tende a ser identificado em estágios mais avançados — muitas vezes porque mudanças na pele são atribuídas "à gravidez" e o acompanhamento acaba adiado.

A regra do ABCDE

Vale aplicar a qualquer pinta nova ou já existente:

  • Assimetria — metade diferente da outra.
  • Bordas — irregulares, mal definidas.
  • Cor — mais de uma tonalidade na mesma lesão.
  • Diâmetro — acima de 6 mm.
  • Evolução — mudou de tamanho, cor ou formato recentemente.

O que fazer

Manter a consulta dermatológica de rotina durante o pré-natal, mesmo sem queixas. Qualquer pinta que mudou de aspecto, sangrou ou coça merece avaliação — na gravidez inclusive, os exames de pele são seguros e podem (e devem) ser feitos quando necessário.

Este conteúdo é educativo e não é um diagnóstico. Se você notou qualquer mudança em uma pinta ou sinal, agende uma avaliação — gestante ou não.